A
secura, acentuada pela ausência de cursos de
água superficiais, marca uma paisagem a que
falhas, escarpas e afloramentos rochosos
conferem um traço vigoroso.
A rocha é um
elemento sempre presente na paisagem do
Parque Natural das Serras de Aire e
Candeeiros que ocupa mais de dois terços do
Maciço Calcário Estremenho (no Maciço
Calcário Mesozóico) que é a mais importante
zona calcária de Portugal. Ao longo do
tempo, através de processos geomorfológicos,
os elementos naturais foram modelando a
rocha, sobretudo de origem calcária, dando
origem a mais de mil e quinhentas grutas. À
superfície, outros elementos geológicos de
relevo são os algares, os campos de lapiás,
as dolinas, as uvalas e os poljes. O Maciço,
como qualquer formação montanhosa, teve
origem nos movimentos tectónicos da
crusta
terrestre
que após milhares de anos de movimentações
das
placas
continentais
e oceânicas, emergiu da superfície.
A água corre através de uma
intrincada rede subterrânea. A erosão
cársica originou formações características -
poldjes, campos de lapiás, lapas e algares,
uvalas e dolinas numa rara profusão de
formas. As cavidades são férteis em temas
espeleológicos.
O coberto vegetal é marcado pela presença de
pequenas manchas de carvalho cerquinho ou a
azinheira. Dentre as plantas autóctones
destaca-se o cortejo das plantas aromáticas,
medicinais e melíferas repartidas por
algumas dezenas de espécies. A oliveira, a
recordar o esforço dos cistercienses, domina
a vegetação não espontânea. A fauna destes
calcários inclui numerosas aves,
nomeadamente a Gralha-de-bico-vermelho, com
hábitos de nidificação cavernícola e uma
dezena de espécies de morcegos.
A presença humana é atestada desde o
paleolítico. A estrada romana de Alqueidão
da Serra testemunha caminhos antigos.
Têxtil, curtumes, agricultura, criação
intensiva de gado e indústria extractiva de
pedra e argila justificam, na actualidade, a
presença de numerosa população.
A jazida da Pedreira do Galinha, na vertente
oriental da serra de Aire (Jurássico Médio-
175 MA) contém a mais antiga e longa (147m)
pista de dinossáurio saurópode até hoje
conhecida no mundo. Centenas de pegadas
organizam-se em cerca de duas dezenas de
pistas constituídas pelas impressões
deixadas por grandes animais quadrúpedes.
É neste quadro
que se desenrola o passeio que nos levará a
percorrer trilhos pedregosos, subidas a
planaltos e descidas a vales.
As questões de orientação devem estar sempre
presentes devido à semelhança dos locais o
que pode provocar confusão.
Outra questão a ter presente
é o nevoeiro, o qual marca regularmente
presença na serra e que por ser tão denso
pode ocultar pontos de referência.
A Vila de Porto de Mós (cerca de 10km) está
equipada com pensões e estabelecimentos de
Turismo Rural.Em alternativa, a Batalha
(cerca de 18 km) também está equipada com
várias unidades Hoteleiras.Quanto aos
“Comes & Bebes”, os cafés da povoação de
S.Bento ou os restaurantes em Porto de Mós.De
relembrar que durante o percurso só na
povoação de Covão do Sabugueiro se
encontrará um café onde se poderá arranjar
alguma comida, por isso, mais vale prevenir…


