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TORNEIO NAVALISTA 2007 |
E eis que finalmente
realizámos a 1ª Expedição ao Alqueva. Estávamos em Julho de 2002, um
dos meses mais quentes de que há memória e sob um Sol escaldante que uma
brisa Leste não arrefecia, iniciámos a viagem na foz do rio Dejebe.
Antes do Alqueva, o Dejebe era um rio único que corria por entre montes
para desaguar no Guadiana, alturas havia em que nalguns locais desaparecia
sob o solo como que para fugir ao calor abrasador do Alentejo mas nos
Invernos rigorosos o Dejebe transformava-se correndo de forma desenfreada
arrastando tudo e revelando todo o seu poder escondido.
Hoje, a foz do Dejebe é um mar salpicado por ilhas e ilhotas restos dos
montes que outrora o viam passar lá bem em baixo.
O desmate tornou a paisagem algo monótona
em ambas as margens, aqui e ali, umas quantas árvores que escaparam fazem
a diferença e servem de refúgio às aves. Só para lá da zona da
barragem conseguimos avistar nichos de vegetação densa que albergavam
imensa fauna da qual destacamos os Achigãs (de enorme tamanho), muitas Aves
entre as quais destacamos uma Águia-real (não temos a certeza) com crias
no ninho, Gaviões, etc.
Outra curiosidade foi o número de insectos nas ilhas. Eram manchas que
fugiam quando os kayaks navegavam junto às margens e os que caiam na
água eram logo "abafados" pelos peixes que nos iam
acompanhando.
O percurso desta nossa 1ª expedição revelou-se algo sinuoso porque
quisemos ir ver todos os cantinhos mas é bastante fácil e relativamente
rápido se for feito com menos paragens. Como destaques, a Águia-real, e
o problema de montar acampamento sem perturbar os ninhos de Pato-real o
que obrigou a ficarmos mesmo junto à água e o inenarrável arroz de
salsichas que o Carlos Antunes II cozinhou para o jantar. Se quiserem
saber todos os detalhes desta expedição podem encontrá-los no Jornal
"
KAYAK NAVAL".
Locais de Interesse: Aproveitem para visitar PORTEL,
vila que apresenta ruas íngremes e casinhas com ar antigo a par de
solares apalaçados, sacadas de janelas com guardas de ferro forjado, o
Castelo que data de 1261, a Igreja do Espírito Santo com um pórtico da
Renascença, os Paços do Concelho reconstruídos em 1876, a Capela de
S.Pedro (a 3km) que oferece um panorama deslumbrante, MONTE DO TRIGO
a 11km a N possui a valiosa Igreja de Nossa Sra. das Neves. Quanto aos
"Comes & Bebes" aconselhamos vivamente o restaurante "Costa
do Sol" que fica situado na estação de serviço na estrada
para a barragem, junto à entrada para a Vila de Alqueva. O
atendimento é impecável tendo num dos proprietários um
defensor e amante da natureza com o qual podemos conversar
acerca da fauna e da flora locais.
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